1 de maio 2017 - Ação Direta sem PERDA DE NENHUM DIREITO....

1 de maio 2017 - Ação Direta sem PERDA DE NENHUM DIREITO....
NÃO AO GENOCÍDIO SOCIAL, MASSACRE DAS TRABALHADORAS(OS)...SEM REFORMAS BURGUESAS

4° CONGRESSO OPERÁRIO BRASILEIRO.

4° CONGRESSO OPERÁRIO BRASILEIRO.

terça-feira, 2 de maio de 2017

1 DE MAIO 2017 PORTO ALEGRE - MANIFESTO CULTURAL PROTESTO, DEBATE & MÚSICA...





O ROMBO DA PREVIDÊNCIA É DOS EMPRESÁRIOS, NÃO PAGAREMOS A DÍVIDA...PROTESTO ACONTECIDO EM PORTO ALEGRE NA PRAÇA DE SKATE DO IAPI, EVENTO JÁ MARCADO A ANOS COM AÇÃO DIRETA DE PALCO LIVRE, APRESENTAÇÃO DE INDIVÍDUOS, GRUPOS TOTAL AUTOGERIDO DE FORMA HORIZONTAL COMO NOSSA LUTA E ATUAÇÃO...O PROTESTO TEM INICIO JÁ PELA MANHA NA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO COM A MONTAGEM DE BANDEIRAS, FAIXAS, E ESTRUTURA...PALCO ABERTO PARA MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DIVERSAS E APRESENTAÇÕES  NA SEGUINTE SEQUENCIA KDP, KOMBATIVOS SUBVERSIVOS, THC, DEVASTADORAS E REJEITADOS PELO ÓDIO...KOM APRESENTAÇÃO DE UMA BANDA DE JOVENS MÚSICOS...ENTRE INTERVENÇÕES DE PROTESTO COM DIZERES E MANIFESTAÇÕES CONTRA TUDO QUE VEM CONTRA O TRABALHADOR, AS FALSAS REFORMAS DE UM SISTEMA E UM PODRE GOVERNOS ASSIM COMO QUALQUER UM QUE ESTÁ MIRANDO APENAS OS TRABALHADORES E A POPULAÇÃO GERAL, DANDO PRIVILÉGIOS E  IMPORTÂNCIA DIRETA AOS LACAIOS EMPRESÁRIOS E BURGUESES QUE ORQUESTRAM A DANÇA DA MORTE DOS PODERES...
ENQUANTO EXISTIR DESIGUALDADES, EXPLORAÇÃO, FASCISMO, CAPITALISMO E DEMAIS DOENÇAS SOCIAIS ESTAREMOS DE PÉ E EM COMBATE A ESSES MALES...
AO ATAKEPUNKx/Grindx(A) ANARCOSINDICALISTAS FORGS/COB - AIT...
VIVA A COB, VIVA A AIT...

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lucy Parsons - “Nós somos as escravas dos escravos....




Lucy Parsons: “Mais perigosa que mil manifestantes”

Lucy Eldine Gonzalez começou uma intensa militância no final do século XIX junto com seu companheiro Albert Parsons, um dos mártires de Chicago. Converteu-se num ícone da luta da classe trabalhadora e numa real preocupação para o estado norte-americano.

Lucy Parsons nasceu em 1853, no Texas escravista. De ascendência mexicana e provavelmente afro-americana, foi testemunha do racismo mais cruel. Viu com seus próprios olhos os linchamentos da Ku Klux Klan e precisou fugir para Chicago em 1871, quando se uniu a um homem branco, seu futuro companheiro, Albert Parsons.
Inspirada pela grande ação dos operários ferroviários de 1877 – que resultou numa histórica greve geral – reafirmaria seu compromisso militante. Quando Albert foi demitido por sua atividade política, Lucy, com o papel de arrimo da casa e mãe de dois filhos, se integrou ao Partido Socialista Trabalhista e se tornou membro dos Cavalheiros do Trabalho, uma das primeiras organizações que nucleavam negros e mulheres. Quando não trabalhava como costureira, escrevia regularmente artigos e logo se converteu numa destacada organizadora do Sindicato de Mulheres Trabalhadoras do Partido Socialista Trabalhista. Em 1883 romperia com este partido, junto com Albert, enfrentando-se à ala que adotou uma estratégia reformista: ela estava convencida de que somente uma revolução poderia acabar com aquele sistema.
Organizando os escravos do salário
O ano de 1886 marcou uma inflexão na história estadunidense. Em 1º de Maio foi declarada uma greve geral. Em Chicago, as fábricas e as ruas se converteram num vulcão de ira operária. Diante da repressão, que não demorou, milhares se reuniram na Praça Haymarket. Ali a polícia se lançou contra trabalhadores e militantes socialistas e anarquistas. Oito foram falsamente acusados de usar uma bomba. Entre eles estava Albert Parsons.
Durante o ano e meio em que Albert esteve preso esperando a execução, Lucy viajou por todo o país distribuindo panfletos e proferindo discursos para multidões. Quando José Martí, correspondente do jornal La Nación, cobriu o caso, não pode evitar palavras ao referir-se à senhora Parsons: “a apaixonada mestiça em cujo coração vibram como punhais as dores da gente trabalhadora (...); dizem que com tanta eloquência, rude e vibrante, nunca se havia descrito o tormento das classes abatidas; olhos fumegantes, palavras disparadas, punhos cerrados e, logo, falando das penas de uma pobre mãe”.
O dia em que seu companheiro foi enforcado, Lucy foi aprisionada e não pode vê-lo antes da execução. Isso não a esmoreceu. Pouco depois escreveria: “Nossos camaradas não foram assassinados pelo Estado porque tiveram algo a ver com a bomba, mas porque estavam organizando os escravos do salário. A classe capitalista (...) acreditou tolamente que matando os espíritos ativos do movimento operário atual iriam assustar toda a classe operária, mantendo-a escrava.” Esta mulher que nãos e deixa subjugar e vencer dedicou sua vida para demonstrar o contrário.
Somos as escravas dos escravos
Lucy considerava apenas a luta pela liberdade da classe operária, toda ela, poderia alcançar uma emancipação total das mulheres. Por isso chegou a acusar a anarquista feminista Emma Goldman de almejar uma liberdade individual “dirigida a plateias de classe média”. Lucy reivindicou sempre os direitos reprodutivos, a educação sexual, o acesso ao divórcio, junto com lutar pela organização das mulheres no interior do movimento operário.
Em 1905 foi fundada a combativa organização Trabalhadores Industriais do Mundo [IWW, por sua sigla em inglês]. Somente duas mulheres estiveram na fundação. Uma foi a valente Mother Jones; a outra, Lucy Parsons. Nessa ocasião, tomou a palavra: “Nós somos as escravas dos escravos. Somos exploradas mais cruelmente que os homens. Quando os salários devem ser rebaixados a classe capitalista usa as mulheres para reduzi-los (...) se cada homem e cada mulher que trabalha (...) decide que deve obter o que lhe pertence por direito (...) então não haverá exército suficientemente grande para vencê-los”.
Lucy também combateu o racismo ativamente. Mesmo sem nunca ter sido membro oficial, esteve ligada ao Partido Comunista. Dentro dele, desde 1925, foi parte da Defesa Trabalhista Internacional, que tinha como objetivo lutar pelas vítimas da repressão capitalista e pelos direitos dos negros.
Ela viveu para o futuro
Até o final de sua vida, Lucy Parsons encarnou a luta contra este sistema. Por isso a polícia de Chicago a classificou em seus arquivos como “mais perigosa do que mil manifestantes”.
Em 1941 Lucy apareceria publicamente pela última vez durante uma greve. Nem a temperatura gelada, nem a cegueira, nem seus 88 anos amansaram seu discurso. Curiosamente, se dirigia aos operários que enfrentavam a fábrica International Harvester, herdeira da planta McCormick na qual o assassinato de seis trabalhadores havia sido o estopim para a revolta da praça Haymarket em 1886.
Desde o final do século XIX, nos Estados Unidos se oficializou o Dia do Trabalho em setembro por temor de que o 1º de maio se convertesse numa data de distúrbios. Mas os mártires de Chicago e as grandes batalhas da classe operária são parte de uma tradição impossível de apagar. Quando Lucy Parsons morreu, em 1942, a polícia invadiu seu apartamento e confiscou seus vários livros e artigos, depois entregues ao FBI. Se é certo que a perda foi grande, a tradição legada por Lucy continuam vivas em cada ato de resistência contra a opressão às mulheres, nas lutas contra a exploração.

segunda-feira, 13 de março de 2017

REUNIÃO DE ORGANIZAÇÃO MANIFESTO CULTURAL 1 DE MAIO 2017 E OUTRAS AÇÕES...



As reuniões para organização do Manifesto Cultural 1º de maio 2017 já começaram convidamos a todos bandas, expositores, artistas, amigos e simpatizantes interessados em participar do evento que compareçam na sede do Centro Cultural e Artístico Rua Visconde do Rio Branco 487 sala 401 a partir das 19:00 nesta quinta feira dia 14, 16, 21, 23, 28 e 30 de março, contamos com a presença de todos.
Por um 1º de maio revolucionário, sem partidos, sem centrais sindicais pelegas, pela manutenção e avanço dos direitos trabalhistas, contra o desemprego e a precarização.

Com intuito também de organizarmos as diversas ações que estão presentes ao calendário de lutas 2017 fazemos o convite para que compareçam e tragam sua idéia, manifestação, Ação para juntos sermos fortes e lutarmos, por uma vida digna para todos...

terça-feira, 7 de março de 2017

TODOX OS DIAS...MULHERES


A insignificância separa; a amplitude une. Sejamos grandes e generosas. Não descuidemos as questões decisivas devido à imensidão de ninharias que temos de enfrentar. Uma concepção séria da relação entre os sexos não deve admitir os conceitos de conquistador e conquistado; deve apenas ter esta premissa: darmo-nos sem limite com o objectivo de nos tornarmos mais ricos, mais profundos, melhores. Apenas isto poderá preencher o vazio e transformar a tragédia que tem sido a emancipação da mulher em felicidade, numa alegria ilimitada.Emma Goldman
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.Simone de Beauvoir

...Para lembrar que somos todox da mesma merda de lugar, e o gênero foi uma construção patriarcal

 machista para dividir, segregar e até diminuir as MULHERES seres imprescindíveis maravilhosos que 

tornam esse planeta mais habitável e suportável para viver.... TODOX CONTRA A COVARDE VIOLÊNCIA E 

INTOLERÂNCIA DE QUALQUER ESPÉCIE PERANTE AS..... MULHERES.... ao atake punkx/(A) y anarcosindicalistas Forgs Cob...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

...Quem quer que eles votem, somos ingovernáveis: uma história de protesto anarquista contra-inaugural...

IMAGENS DE PROTESTOS CONTRA GOVERNOS U$A...APOIO TOTAL ANTI-AUTORITÁRIA EM QUALQUER PARTE DO PLANETA...AO ATAKE
PUNKx/(A) y ANARCOSINDICALISTAS FORGS COB - AIT...

Milhares de manifestantes irão correr para as ruas de Washington, DC, em 20 de janeiro para se opor à presidência entrante de Donald Trump. Enquanto marcham, cantam, desdobram suas bandeiras e tentam interromper a inauguração, eles entram em uma longa história de protestos contra o espetáculo presidencial.

O que se segue é uma história de atividade anarquista contra-inaugural desde seus primeiros movimentos em 1969 até o ponto alto do movimento anti-globalização no início dos anos 2000, através dos fracassos dos anos de Obama até hoje. Ao planejar nossa resistência ao regime de Trunfo e ao mundo que o torna possível, vamos considerar os sucessos alcançados e as limitações encontradas por gerações anti-autoritárias anteriores. Temos muito a aprender com os Yippies, queimadores de bandeiras, piratas de rádio e blocos negros que nos precederam. O que fazemos com seu legado depende de nós.




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GREVE GERAL - MUNDIAL CONTRA O NEOLIBERAL-FASCISTA TRUMP!!!


]
Bem, olá! Curioso sobre o que está acontecendo? Nós temos respostas para algumas de suas perguntas ardentes. Atualizaremos isso quando a Inauguração estiver mais próxima. Mais alguma pergunta? Contacte-nos aqui!

Quem está por trás de tudo isso?

# DisruptJ20 é apoiado pelo trabalho do DC Welcoming Committee, um coletivo de ativistas locais experientes e coveiros fora do trabalho agindo com apoio nacional. Estamos construindo o quadro necessário para protestos em massa para encerrar a inauguração de Donald Trump e planejar ações diretas generalizadas para que isso aconteça. Também estamos prestando serviços como moradia, alimentação e até assistência legal a quem quiser se juntar a nós.

O DC Welcoming Committee não é financiado por nenhuma organização sem fins lucrativos, não está ligado a nenhum partido político, rejeita todas as formas de dominação e opressão, particularmente aquelas baseadas na raça, classe e gênero, organiza-se por consenso e abraça uma diversidade De táticas.

O que você está planejando?

Estamos planejando uma série de ações diretas massivas que encerrarão as cerimônias de Inauguração e quaisquer celebrações relacionadas - o desfile Inaugural, as bolas Inaugural, o nome. Também estamos planejando paralisar a cidade, usando bloqueios e marchas para parar o trânsito e até mesmo o transporte público. E hey, porque nós gostamos do divertimento, nós estamos indo mesmo jogar algumas festas.

Teremos mais informações em breve sobre como você pode se conectar a ações diretas específicas, mas se você está vindo para a cidade e procurando um lugar para ir: Venha para McPherson Square na sexta-feira, 20 de janeiro, a partir de 9 AM. Nós estaremos reunindo lá para lançar ações e reagrupar ao longo do dia.

O que é ação direta?

Ação direta é quando você toma a ação coletiva para fazer a mudança social sem dar o poder a uma autoridade ou a uma pessoa média. Nós não pedimos permissão ou colocamos nossa fé na política eleitoral, em vez disso, usamos nossos corpos para deter o bom funcionamento do sistema que nos opomos. Exemplos de ação direta incluem a resistência contínua em Standing Rock contra o Dakota Access Pipeline, os bloqueios de ruas e rodovias de Black Lives Matter, ou as ocupações de praças públicas durante Occupy Wall Street.

Mas para que você serve?

Certifique-se de verificar o nosso apelo à acção se você precisa de razões para se juntar a nós nas ruas. Apoiamos inteiramente a erupção maciça e espontânea da resistência através dos Estados Unidos que aconteceu desde a eleição. Esperamos que o # DisruptJ20 possa ajudar as pessoas a encontrarem-se, a ligarem problemas ea serem parte de um movimento para um mundo melhor. Além disso, o CC Welcoming Committee não sente a necessidade de falar em nome de ninguém. A raiva nas ruas fala alto o suficiente.

Princípios de organização

O Comitê de Acolhimento de Contra-Inaugural de DC endossou os seguintes princípios que estão:

DC Princípios de organização

Fale com Organizadores Locais
Organização Local Avançada
Não use apenas a nossa cidade - fortaleça-a
Principais de São Paulo

A nossa solidariedade basear-se-á no respeito por uma diversidade de
Planos de outros grupos.
As ações e táticas utilizadas serão organizadas para manter uma separação de
Tempo ou espaço.
Quaisquer debates ou críticas ficarão internos ao movimento, evitando qualquer
Públicas ou de mídia de colegas ativistas e eventos.
Nós nos opomos a qualquer repressão estatal da dissidência, incluindo vigilância,
Infiltração, ruptura e violência. Concordamos em não auxiliar os
Ações contra ativistas e outros.
Uma diversidade de táticas é vital para realizar uma vibrante interrupção da inauguração.

Apoiamos o direito de todos os participantes a se sentirem seguros e capacitados ao expressarem sua oposição ao regime Trump e ao fascismo que ele representa. Todas as ações permitidas são designadas como espaços inclusivos da comunidade. As ações não autorizadas e autônomas não devem de forma alguma interferir ou comprometer marchas permitidas. A resistência em J20 começa uma floração nova da oposição que continuará durante todo a administração. Encorajamos todos a serem seguros, inteligentes e solidários com todos os companheiros de todas as maneiras que eles escolhem para expressar dissidência.

(Não) conversando com policiais
Qualquer coisa que você disser à polícia pode e será usada contra você e seus amigos. A maioria dos manifestantes já sabe disso, e mesmo assim eles se metem em problemas conversando com a polícia. Aqui estão algumas razões pelas quais as pessoas que não pretendem falar com a polícia acabam fazendo isso de qualquer maneira:

O oficial de prisão é um idiota, mas um oficial amigável que é a mesma raça, gênero e / ou idade como você parece querer ajudar
A polícia se oferece para "colocar uma boa palavra com o promotor" se você cooperar e ameaçar acusá-lo de um crime se você não falar
Não parece que há qualquer dano que poderia vir de conversa fiada, como discutir a sua equipe de esportes favoritos
A polícia diz que concorda com o que você está fazendo (por exemplo, eles odeiam Trump também)
Ser silencioso quando alguém está tentando falar com você se sente realmente estranho
Quando você começa a falar, é difícil parar
Você acha que é necessário contar à polícia detalhes sobre como você vai para D.C. ou com quem você está ficando para ser liberado

terça-feira, 29 de novembro de 2016

ROJAVA RESIST....




“A revolução de Rojava é uma revolução das mulheres” – Melike Yasar


Tradução: Comitê de solidariedade aos povos do Curdistão-RS.
Um silêncio forte, mas sutil é implantado durante meses sobre o Curdistão, especificamente na região de Rojava fronteira norte com a Síria e a Turquia. Os combates entre as milícias guerrilheiras da Unidade Proteção Popular (YPG / YPJ) e os mercenários do Estado Islâmico (EI) continua nas aldeias e cidades. Quando em janeiro deste ano as forças EI foram expulsas da cidade curda de Kobanî, um processo de aprofundamento da revolução começou naquela região. Sob a liderança do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o norte da Síria prevê uma nova forma de fazer política. Claro, a grande mídia silencia este fato de forma sistematicamente. Para a grande mídia, a parafernália militarista de coalizão (CI), liderada pelos Estados Unidos que bombardeia a área é muito mais atraente do que a organização de pessoas de diferentes nacionalidades que vivem em Rojava.
Melike Yasar, representante do Movimento Internacional de Mulheres curdas (MIMK), falou com o Marcha, sobre um processo aberto e em construção e, como ele se desenvolve no Curdistão sírio. O papel fundamental das mulheres para construir a revolução, a influência da vitória nas outras regiões curdas e, o futuro do Oriente Médio foram alguns dos temas discutidos.
A força das mulheres
Na linha de frente de combate estão elas. Os meios de comunicação às demonstram radiantes, quase como modelos de publicidade. Outras mídias, de redução deliberada e direta. As mulheres curdas, com seus rifles sobre os seus ombros, são uma parte fundamental de uma revolução. Yasar resume: “A revolução é uma revolução Rojava mulheres. A liberdade das mulheres está no cerne do paradigma do sistema Confederal. A resistência das mulheres em Rojava não começou agora, mas é o resultado da luta de muitos anos.” Assim, a referência de MIMK resume a importância das mulheres na implementação do Confederalismo Democrático em Rojava, a ideologia que rege o PKK (PYD, no norte da Síria) e que coloca em um duro questionamento as linhas políticas clássicas do Oriente Médio.
“A liberdade das mulheres significa liberdade para o povo”, diz Yasar-. Antes do proletariado, as mulheres foram o primeiro setor social oprimido. Todos os movimentos sociais e as revoluções do século XX defendeu o direito das mulheres, mas deixavam a solução para após a revolução. “Para o movimento curdo, isso foi como uma lição, ele analisou todas as revoluções e, definiu que o problema da mulher, será resolvido dentro da revolução e não após a revolução.”
Referindo-se Rojava, Yasar diz que apenas 10% das mulheres estão lutando contra o Estado islâmico e, o restante é dedicado à política e a construir uma nova sociedade, no meio de uma feroz guerra de agressão. “Em Rojava as mulheres foram às forças que armaram o sistema confederal, não somente com a luta armada em si. O mundo só conhece a luta armada das mulheres curdas, mas essa não é a única realidade. O mundo deve saber que as mulheres que têm armas em suas mãos é como estivessem segurando uma caneta também. A força das mulheres foi a mudança fundamental no Curdistão “.
Rojava hoje
Reconstruir um território devastado. Essa é a premissa do movimento curdo no norte da Síria. E reconstruí-lo com base no anti-estatismo, comunitarismo e na inclusão democrática do povo. Tarefa difícil, mas que ainda está de pé em Rojava.
Para Yasar, “após a vitória em Kobanî, nas aldeias e em todos os movimentos há muitos mais esperança. Da mesma forma, ainda há muitos conflitos e guerras e, a ameaça ainda não desapareceu “.A representante curda garante que todos os países do Oriente Médio “tem um plano diferente para Rojava”, enquanto o EI “não é um movimento que luta apenas contra os curdos, mas é uma organização criada pelos países capitalistas para reordenar a região ao seu gosto.” “Isso mostra que o Estado islâmico não só luta contra os curdos, mas que luta para destruir o novo sistema nascido em Rojava.”
“As pessoas tem consciência deste novo modelo e o defende com toda força, porque é o único modelo que elas e eles podem se sentir livre e que este pertence a eles”, diz Yasar referindo-se a Confederalismo Democrático. “Você tem que saber e ser claro que este modelo é anti-capitalista, por isso os países capitalistas tentarão destruí-lo”, diz ela. Ela acrescenta: “O Confederalismo Democrático não se constrói após a guerra, mas na guerra. Quando a guerra civil começou na Síria a primeira coisa que fizemos foi tirar os homens de Assad para construir esse sistema em Rojava. Esse modelo é o terceiro caminho, nem com o regime de Assad e nem com os grupos terroristas. O povo curdo sabe que trouxe esse novo modelo democrático com respeito as mulheres, jovens e para todas as pessoas.
Muito antes de Rojava se declarar autonoma em 2013, o movimento curdo construiu o germe do que se esta vendo agora. “Para que possa funcionar- explica Yasar-, nos bairros se fazem seminários para informar sobre este sistema, que se baseia em que todos os povos possam viver juntos. Nos bairros, nas aldeias, nos campos foram construídas assembleias. Dentro deste sistema, a liberdade das mulheres é uma importante guia. As mulheres colocaram uma dinâmica neste sistema e isso deve ser visto como consequência da luta do movimento curdo por 40 anos.
O impacto no Oriente Médio
“O povo do Oriente Médio, especialmente nos últimos anos, está vivendo uma cultura de resistência com a qual eles querem mudar o sistema em que estão vivendo”, diz Yasar. Sem dúvida, na região cresce as brigas internas e a interferência dos EUA. Os confrontos entre regimes mais ortodoxos, como a Arábia Saudita e Turquia, com Irã e Síria marcam os últimos tempos. No meio, o povo curdo procura seu destino.
Os povos do Oriente Médio “desejam modificar os regimes atuais, mas ainda não há alternativa própria-remarca a representante da MIMK-. A resistência do povo do Oriente Médio provocou respeito, mas nos exemplos da Líbia, Tunísia e Egito havia falta de alternativa. Portanto, o modelo Rojava da muita esperança a muitos povos do Oriente Médio, esperança que um novo sistema pode ser construído. Os Estados sem dúvida não vão aceitar, porque este projeto é de um sistema é anti-Estado.”
Yasar afirma que “em Rojava não foi simplesmente aproveitar o momento, mas que o sistema já tinha uma base. Não podemos negar que a guerra civil na Síria nos deu a chance de colocar para funcionar o sistema, mas também para defender esta terra, porque naquela época os curdos necessitavam muito dela. Sabíamos que as decisões que tomariam os países imperialistas podiam afetar negativamente o povo curdo, mas, a vitória em Rojava afetou ainda mais e de forma positiva a todos curdos”.
As incógnitas sobre o que vai acontecer no Curdistão sírio e sua influência na região permanecem latentes. Algo de novo parece emergir no Crescente Fértil, mas perigos espreitam ao redor e contradições. Até agora, a maior defesa da revolução de Rojava é dada pelas próprias pessoas que vivem nesse solo. O poder para consolidar este processo irá definir o futuro.....