JANEIRO 2019 - ANO COMEÇA DESGRAÇADAMENTE...

CEARá, VIOLÊNCIA...

Oitavo estado mais populoso do país e com a terceira maior taxa de mortes violentas em 2017 (atrás apenas do Rio Grande do Norte e do Acre), o Ceará entrou em crise de segurança pública no início de Janeiro. Foram contabilizados 205 ataques desde o início do ano, em 46 cidades do estado. As facções criminosas atuavam especialmente no período da noite, incendiando ônibus e atirando em delegacias, agências bancárias e prédios públicos. No estado, há 3 facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC), a Guardiões do Estado (facção local, que atua como um “braço do PCC”) e o Comando Vermelho. Em 2016, PCC e Comando Vermelho, tradicionalmente inimigos, se aliaram para cada facção dominar o tráfico de drogas de regiões distintas, e por isso, o número de homicídios havia diminuído. Em 2017, as facções romperam – o que elevou o número de mortes – e, agora em 2019, a Polícia chegou à informação de que as três facções haviam se juntado novamente para realizar os ataques em prol de um objetivo comum.
CRIME EM BRUMADINHO,NÃO É ACIDENTE...


Após 3 anos da tragédia em Mariana, no dia 25 de Janeiro, uma barragem de rejeitos de minérios do complexo Mina do Feijão rompeu e um mar de lama invadiu a mineradora e a cidade de Brumadinho (MG). Na sequência, outra barragem transbordou. A empresa responsável pelas barragens é a Samarco, comandada pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton – a mesma responsável pela barragem do Fundão, que causou o maior desastre ambiental da história do Brasil, em Mariana (MG).No final de 2018, os moradores de Brumadinho haviam passado por um treinamento promovido pela Vale, em que uma sirene disparou e a empresa orientou o que eles deveriam fazer e para onde se encaminhar. No dia da tragédia, no entanto, a sirene de emergência não foi ativada e a população não recebeu nenhum aviso prévio ou orientação. A Vale também não levou os sobreviventes para um abrigo, apenas orientou a população a se encaminhar a um centro comunitário.

O número de mortos é de 157, além dos 182 desaparecidos (até a data de 8 de fevereiro). Além dos bombeiros que ainda permanecem em busca de corpos, um grupo de salvamento de voluntários composto de moradores da região ajudou nos primeiros dias em que se procurava sobreviventes e militares israelenses também participaram da busca por alguns dias.O acontecimento gerou uma comoção nacional, movimentando várias inciativas para doação tanto para a população afetada quanto aos bombeiros. Nas redes sociais, a frase “não é acidente, é crime”...A DESGRAÇA CONTINUA...
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